Locução radiofônica com tema livre, da disciplina RTVC
ARNALDO JABOUR
"Estamos com fome de amor "
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros
e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam
sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que
estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os
novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era
resolvido fácil, alguém duvída?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber
carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de
um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que
vão "apenas" dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa
marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a
carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como
voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão
distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de
relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como:
"Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada
"Nasci pra ser sozinho!" Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em
meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos,plásticos, quase
etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a
cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão
infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que
verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa
verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio,
démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer
ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e
falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo
pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou
muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca
mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à
dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que
se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais,
pra quê pensar nele ? Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o
dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser
estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é 'out",
que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me
aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou
outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu
não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo
resto da vida".
Antes idiota que infeliz!
Arnaldo Jabour
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros
e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam
sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que
estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os
novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era
resolvido fácil, alguém duvída?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber
carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de
um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que
vão "apenas" dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa
marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a
carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como
voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão
distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de
relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como:
"Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada
"Nasci pra ser sozinho!" Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em
meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos,plásticos, quase
etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a
cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão
infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que
verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa
verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio,
démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer
ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e
falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo
pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou
muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca
mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à
dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que
se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais,
pra quê pensar nele ? Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o
dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser
estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é 'out",
que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me
aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou
outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu
não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo
resto da vida".
Antes idiota que infeliz!
Arnaldo Jabour
Os baianos que rugem
A imprensa alternativa na bahia
“É na boca do forno, no interior da fábrica, que as conseqüências são mais graves, embora sempre as menos difundidas pela imprensa e até pelos técnicos e autoridades acadêmicas que têm se dedicado ao estudo da poluição pelo chumbo e pelo cádmio. Ali se respira chumbo o dia todo, sem parar. Ali é que se contrai facilmente o saturnismo, ou intoxicação saturnina, exótico nome de uma doença que afiuna os braços, provoca dores agudas por todo o corpo, causa impotência sexual nos homens e aborto nas mulheres
“É na boca do forno, no interior da fábrica, que as conseqüências são mais graves, embora sempre as menos difundidas pela imprensa e até pelos técnicos e autoridades acadêmicas que têm se dedicado ao estudo da poluição pelo chumbo e pelo cádmio. Ali se respira chumbo o dia todo, sem parar. Ali é que se contrai facilmente o saturnismo, ou intoxicação saturnina, exótico nome de uma doença que afiuna os braços, provoca dores agudas por todo o corpo, causa impotência sexual nos homens e aborto nas mulheres

Seminário apresentado na disciplina História do Jornalismo, em grupo
Pequena miss Sunshine
Depois que o Festival de Sundance ganhou status internacional, cada vez mais cineastas iniciantes procuram seguir a fórmula do filme independente: família disfuncional
em uma situação excêntrica. Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, 2006) é mais um exemplo. Para temperar a receita, a narrativa acontece no gênero filme de estrada (road movie), outro estilo em que os realizadores norte-americanos são especialistas.
Os protagonistas são os membros da família Hoover, moradores do Novo México. Richard (Greg Kinnear) é o pai, um palestrante motivacional que está tentando vender seu programa de auto-ajuda chamado os 9 passos, que promete transformar qualquer pessoa em um vencedor. Sheryl (Toni Collette) é a mãe, mulher que trabalha fora e também exerce as funções domésticas em casa. Seus filhos são Dawyne (Paul Dano) e Olive (Abigail Breslin). Dawyne resolveu fazer o voto do silencio até conseguir se integrar na escola de pilotos das Forças Armadas: não fala há meses e segue a filosofia de Friedrich Nietzche. Olive é uma menina de 9 anos que sonha em se tornar miss. Frank (Steve Carrell) é irmão de Sheryl, um professor universitário que se diz maior conhecedor sobre a vida do escritor Marcel Proust e que recentemente tentou o suicídio. Completa o grupo Edwin (Alan Arkin), o pai de Richard. Um senhor que foi expulso do asilo por ser viciado em heroína.
Durante um jantar com toda a família, Olive recebe um telefonema, um convite para participar de um concurso supercompetitivo chamado de Little Miss Sunshine no sul da Califórnia. A viagem é muita cara ser feita de avião. O jeito é ir de carro. Mas Sheryl precisa levar Frank, pois tem medo que ele tente se suicidar de novo. Vovô Edwin quer ir também, pois criou a coreografia que Olive usará no concurso. Mas como o carro de Sheryl é muito pequeno e desconfortável para a viagem, o jeito é usar a velha Kombi amarela de Richard. O problema é que a única pessoa da família que saber guiar com embreagem e marcha é Richard. Sobra então Dawyne, que por ser adolescente não pode ficar sozinho em casa. Resultado: a família toda acaba pegando a estrada na tentativa de realizar o sonho de Olive.
Tudo isso acontece nos primeiros 12 minutos. O restante do filme é ambientado na estrada, na tentativa de chegar ao concurso a tempo. Essa sinopse parece até uma cópia do famoso Férias Frustradas estrelado por Chevy Chase. Realmente a espinha dorsal é a mesma, muda apenas o objetivo da viagem. Mas isso não diminui em nada a qualidade do filme, já que a mensagem é bem diferente. Em Pequena Miss Sunshine a epístola é sobre perdedores, vencedores e aceitação.
As situações no filme são hilárias, chegando ao nonsense. Mas apesar de absurdas, são verossímeis. Essa sustentação parte da ótima interpretação de todos os atores, sendo impossível destacar apenas um. Nenhum deles fica preso em um estereótipo e disparam com igual competência os diálogos afiados escritos pelo estreante Michael Arndt, responsável pelo roteiro.
Igualmente felizes é o casal de diretores Jonathan Dayton e Valerie Faris, egressos dos videoclipes e comerciais. Eles conseguem imprimir ritmo e evitam competentemente as típicas grosserias escatológicas das comédias ou a pieguice. Os aplausos no último Sundance foram merecidíssimos.
em uma situação excêntrica. Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, 2006) é mais um exemplo. Para temperar a receita, a narrativa acontece no gênero filme de estrada (road movie), outro estilo em que os realizadores norte-americanos são especialistas.Os protagonistas são os membros da família Hoover, moradores do Novo México. Richard (Greg Kinnear) é o pai, um palestrante motivacional que está tentando vender seu programa de auto-ajuda chamado os 9 passos, que promete transformar qualquer pessoa em um vencedor. Sheryl (Toni Collette) é a mãe, mulher que trabalha fora e também exerce as funções domésticas em casa. Seus filhos são Dawyne (Paul Dano) e Olive (Abigail Breslin). Dawyne resolveu fazer o voto do silencio até conseguir se integrar na escola de pilotos das Forças Armadas: não fala há meses e segue a filosofia de Friedrich Nietzche. Olive é uma menina de 9 anos que sonha em se tornar miss. Frank (Steve Carrell) é irmão de Sheryl, um professor universitário que se diz maior conhecedor sobre a vida do escritor Marcel Proust e que recentemente tentou o suicídio. Completa o grupo Edwin (Alan Arkin), o pai de Richard. Um senhor que foi expulso do asilo por ser viciado em heroína.
Durante um jantar com toda a família, Olive recebe um telefonema, um convite para participar de um concurso supercompetitivo chamado de Little Miss Sunshine no sul da Califórnia. A viagem é muita cara ser feita de avião. O jeito é ir de carro. Mas Sheryl precisa levar Frank, pois tem medo que ele tente se suicidar de novo. Vovô Edwin quer ir também, pois criou a coreografia que Olive usará no concurso. Mas como o carro de Sheryl é muito pequeno e desconfortável para a viagem, o jeito é usar a velha Kombi amarela de Richard. O problema é que a única pessoa da família que saber guiar com embreagem e marcha é Richard. Sobra então Dawyne, que por ser adolescente não pode ficar sozinho em casa. Resultado: a família toda acaba pegando a estrada na tentativa de realizar o sonho de Olive.
Tudo isso acontece nos primeiros 12 minutos. O restante do filme é ambientado na estrada, na tentativa de chegar ao concurso a tempo. Essa sinopse parece até uma cópia do famoso Férias Frustradas estrelado por Chevy Chase. Realmente a espinha dorsal é a mesma, muda apenas o objetivo da viagem. Mas isso não diminui em nada a qualidade do filme, já que a mensagem é bem diferente. Em Pequena Miss Sunshine a epístola é sobre perdedores, vencedores e aceitação.
As situações no filme são hilárias, chegando ao nonsense. Mas apesar de absurdas, são verossímeis. Essa sustentação parte da ótima interpretação de todos os atores, sendo impossível destacar apenas um. Nenhum deles fica preso em um estereótipo e disparam com igual competência os diálogos afiados escritos pelo estreante Michael Arndt, responsável pelo roteiro.
Igualmente felizes é o casal de diretores Jonathan Dayton e Valerie Faris, egressos dos videoclipes e comerciais. Eles conseguem imprimir ritmo e evitam competentemente as típicas grosserias escatológicas das comédias ou a pieguice. Os aplausos no último Sundance foram merecidíssimos.
Resenha crítica do filme, Trabalho de OLE
Educação e Tecnologia
TIC's
RFID é um acrónimo do nome em língua inglesa Radio-Frequency Identification, que, em português, significa Identificação por Rádio Frequência. Trata-se de um método de identificação automática através de sinais de rádio, recuperando e armazenando dados remotamente através de dispositivos chamados de tags RFID.
Uma tag RFID é um pequeno objeto, que pode ser colocado em uma pessoa, animal ou produto. Ele contém chips de silício e antenas que lhe permitem responder aos sinais de rádio enviados por uma base transmissora
Uma tag RFID é um pequeno objeto, que pode ser colocado em uma pessoa, animal ou produto. Ele contém chips de silício e antenas que lhe permitem responder aos sinais de rádio enviados por uma base transmissora
RSS é um subconjunto de dialetos XML que servem para agregar conteúdo ou "Web Syndication“ podendo ser acedido mediante programas/sites agregadores. É usado principalmente em sites de notícias e blogs.
A tecnologia do RSS permite aos usuários da internet se inscreverem em sites que fornecem "feeds" (fontes) RSS. Estes são tipicamente sites que mudam ou atualizam o seu conteúdo regularmente. Para isso, são utilizados Feeds RSS que recebem estas atualizações, desta maneira o usuário pode permanecer informado de diversas atualizações em diversos sites sem precisar visitá-los um a um.
A tecnologia do RSS permite aos usuários da internet se inscreverem em sites que fornecem "feeds" (fontes) RSS. Estes são tipicamente sites que mudam ou atualizam o seu conteúdo regularmente. Para isso, são utilizados Feeds RSS que recebem estas atualizações, desta maneira o usuário pode permanecer informado de diversas atualizações em diversos sites sem precisar visitá-los um a um.
O RASTREAMENTO vem se tornando a nova tendência no controle e segurança de veículos, sejam eles leves ou pesados. Permite a você interagir com seu veículo direta ou indiretamente, possibilitando controlar diversas funções e obter informações à distância.
Estética e Recepção
ESTÉTICA E RECEPÇÃO: PERSPECTIVAS DA HISTÓRIA DA CULTURA
Esta indagação permite verificar que a recepção de uma obra artística está em sintonia tanto com a tradição cultural e estética, quanto com as circunstâncias do momento em que o trabalho é veiculado. Nesse sentido, a atualidade do objeto artístico não é, por si só, garantia de um diálogo imediato, pois no trabalho do Oficina e no da Companhia dos Atores, em que pesem as diferenças entre as montagens, a qualidade estética e a intenção de dialogar com os espectadores permaneceram. Porém, o que justifica os distintos graus de recepção? Uma das respostas mais efetivas diz respeito aos temas e idéias que cada um dos trabalhos conseguiu mobilizar em torno de si.
A partir destas considerações, é importante concluir que o impacto de determinados espetáculos, realizados pelo Arena e pelo Oficina, na conjuntura brasileira da década de 1960, explica-se, em grande parte, pela recepção e pelos debates suscitados por eles. A partir desta constatação, questiona-se: quais as perspectivas da relação entre processo histórico e a recepção estética? A estudiosa Karlheinz Stierle, ao se deparar com este tema, observou:
A auto-reflexividade da ficção não implica a sua autonomia quanto ao mundo real. O mundo da ficção e o mundo real se coordenam reciprocamente: o mundo se mostra como horizonte da ficção, a ficção, como horizonte do mundo. O âmbito da recepção dos textos ficcionais demarca-se na apreensão desta dupla perspectiva.
Já
do fato de que a ficção, pela maneira com emprega a linguagem, se movimente no horizonte da experiência possível – não importa o quanto assim se afasta da realidade a nós acessível – se infere que o mundo, como horizonte da ficção, literalmente a pré-orienta. Os alinhamentos (Fluchtlinien) da ficção e de seu mundo sempre convergem em uma experiência do mundo. Este é o pressuposto básico posto em jogo pelo receptor, mesmo quando a ficção se mostra por completo esquiva àquela experiência. Se tudo na ficção fosse, em princípio, diverso de nossa experiência da realidade, ela não mais se relacionaria a um conceito de realidade e assim não seria nem verbalmente articulável, nem constituível na recepção. Exatamente por isso, contudo, parece problemático o conceito de ‘campo de referência ficcional’que Anderegg, em Fiktion und Kommnikation, contrapõe ao campo de referência do leitor. Pois, se o próprio texto ficcional é, de fato, o campo de referência imediato de suas partes, entretanto, tal campo não conduz a um campo de referência ficcional – que não é relacionável ao campo de referência do leitor – mas sim leva a um campo de referência posto em jogo pelo leitor. Para Anderegg, o campo de referência ficcional da ficção não é ela mesma, mas sim a hipótese de um ‘outro mundo’, em que a ficção encontra o seu lugar. Mesmo se este outro mundo tem uma mínima base comum com o mundo de nossa experiência, assim se daria apenas para que pudesse saltar para o mundo estranho: ‘O leitor supera seu campo de referência por meio da constituição do campo de referência ficcional, i.e., pondo em jogo seu campo de referência como base para a interpretação, mas põe em jogo de forma interpretativa. O fato de cada interpretação partir do campo de referência do leitor, ao qual contudo sobrepuja, significa que o próprio campo de referência é questionado pelo ficcional. A interpretação do texto ficcional, i.e., a apreensão do campo de relação ficcional que nele se constitui, deve ser entendida como o questionamento do próprio campo de referência ou, para tomarmos um conceito da teoria formalista, como o seu estranhamento.
A partir destas considerações, é importante concluir que o impacto de determinados espetáculos, realizados pelo Arena e pelo Oficina, na conjuntura brasileira da década de 1960, explica-se, em grande parte, pela recepção e pelos debates suscitados por eles. A partir desta constatação, questiona-se: quais as perspectivas da relação entre processo histórico e a recepção estética? A estudiosa Karlheinz Stierle, ao se deparar com este tema, observou:
A auto-reflexividade da ficção não implica a sua autonomia quanto ao mundo real. O mundo da ficção e o mundo real se coordenam reciprocamente: o mundo se mostra como horizonte da ficção, a ficção, como horizonte do mundo. O âmbito da recepção dos textos ficcionais demarca-se na apreensão desta dupla perspectiva.
Já
do fato de que a ficção, pela maneira com emprega a linguagem, se movimente no horizonte da experiência possível – não importa o quanto assim se afasta da realidade a nós acessível – se infere que o mundo, como horizonte da ficção, literalmente a pré-orienta. Os alinhamentos (Fluchtlinien) da ficção e de seu mundo sempre convergem em uma experiência do mundo. Este é o pressuposto básico posto em jogo pelo receptor, mesmo quando a ficção se mostra por completo esquiva àquela experiência. Se tudo na ficção fosse, em princípio, diverso de nossa experiência da realidade, ela não mais se relacionaria a um conceito de realidade e assim não seria nem verbalmente articulável, nem constituível na recepção. Exatamente por isso, contudo, parece problemático o conceito de ‘campo de referência ficcional’que Anderegg, em Fiktion und Kommnikation, contrapõe ao campo de referência do leitor. Pois, se o próprio texto ficcional é, de fato, o campo de referência imediato de suas partes, entretanto, tal campo não conduz a um campo de referência ficcional – que não é relacionável ao campo de referência do leitor – mas sim leva a um campo de referência posto em jogo pelo leitor. Para Anderegg, o campo de referência ficcional da ficção não é ela mesma, mas sim a hipótese de um ‘outro mundo’, em que a ficção encontra o seu lugar. Mesmo se este outro mundo tem uma mínima base comum com o mundo de nossa experiência, assim se daria apenas para que pudesse saltar para o mundo estranho: ‘O leitor supera seu campo de referência por meio da constituição do campo de referência ficcional, i.e., pondo em jogo seu campo de referência como base para a interpretação, mas põe em jogo de forma interpretativa. O fato de cada interpretação partir do campo de referência do leitor, ao qual contudo sobrepuja, significa que o próprio campo de referência é questionado pelo ficcional. A interpretação do texto ficcional, i.e., a apreensão do campo de relação ficcional que nele se constitui, deve ser entendida como o questionamento do próprio campo de referência ou, para tomarmos um conceito da teoria formalista, como o seu estranhamento.Trabalho apresentado na disciplina Estética, com base em textos encontrados
Jornal da Bahia
O Jornal da Bahia nasceu num momento especial da história do país. O Brasil e a Bahia procuravam romper a estagnação em que viviam. O governo do presidente Juscelino Kubitschek, empossado em 1956, havia lançado o slogan desenvolvimentista de “50 anos em 5”.
JK estava construindo a nova capital da República, Brasília, implantando a indústria automobilística e um parque industrial no Brasil. Os resultados desta política alcançaram a expressiva taxa de 7% do crescimento do PIB. A euforia dominava todos os setores da vida nacional e a Bahia estava inserida naquela conjuntura progressista.
Havia muita esperança e confiança no desempenho do novo jornal. Na primeira metade do século 20 predominava no cenário jornalístico baiano a existência de uma imprensa conservadora e vinculada a líderes políticos: A Tarde, de Ernesto Simões Filho, o Diário de Notícias e o Estado da Bahia, de Assis Chateaubriand , O Imparcial de propriedade do coronel Franklin Albuquerque e o jornal Diário da Bahia, do Partido Social Democrático.A Bahia esperava há muito tempo por um veículo de imprensa independente, sem tutores, resultado da conjugação da vontade e esforço de toda a população, que subscreveu em massa seu capital social. O Jornal da Bahia tornou-se um jornal moderno, inovador, alcançando grande êxito. Uma vitoriosa campanha de assinaturas por dez anos permitiu-lhe construir uma bela sede própria no terceiro ano de funcionamento.
JK estava construindo a nova capital da República, Brasília, implantando a indústria automobilística e um parque industrial no Brasil. Os resultados desta política alcançaram a expressiva taxa de 7% do crescimento do PIB. A euforia dominava todos os setores da vida nacional e a Bahia estava inserida naquela conjuntura progressista.
Havia muita esperança e confiança no desempenho do novo jornal. Na primeira metade do século 20 predominava no cenário jornalístico baiano a existência de uma imprensa conservadora e vinculada a líderes políticos: A Tarde, de Ernesto Simões Filho, o Diário de Notícias e o Estado da Bahia, de Assis Chateaubriand , O Imparcial de propriedade do coronel Franklin Albuquerque e o jornal Diário da Bahia, do Partido Social Democrático.A Bahia esperava há muito tempo por um veículo de imprensa independente, sem tutores, resultado da conjugação da vontade e esforço de toda a população, que subscreveu em massa seu capital social. O Jornal da Bahia tornou-se um jornal moderno, inovador, alcançando grande êxito. Uma vitoriosa campanha de assinaturas por dez anos permitiu-lhe construir uma bela sede própria no terceiro ano de funcionamento.
DE 1990 A 1994 O JORNAL ENTRA NA SUA FASE SENSACIONALISTA, DAÍ SEGUEM ALGUMAS DAS METÉRIAS PUBLICADAS NA ÉPOCA.
Ética
Afinal, o que é Ética? e o que é Moral?
1. Ética é princípio, moral são aspectos de condutas específicas;
2. Ética é permanente, moral é temporal;
3. Ética é universal, moral é cultural;
4. Ética é regra, moral é conduta da regra;
5. Ética é teoria, moral é prática.
1. Ética é princípio, moral são aspectos de condutas específicas;
2. Ética é permanente, moral é temporal;
3. Ética é universal, moral é cultural;
4. Ética é regra, moral é conduta da regra;
5. Ética é teoria, moral é prática.
Vídeo para reflexão sobre essa questão:
Trabalho baseado no vídeo, tema Ética
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